O autor Roberto da Matta ressalta o jeitinho do
brasileiro e a malandragem, de se livrar muitas vezes, de compromissos, de não
cumprir normas. Ele cita três exemplos: Estados Unidos, França e Inglaterra,
onde as regras são obedecidas ou não existem, porque eles acreditam que burlar
regras, estão apenas abrindo caminho para a corrupção burocrática e ampliando a
desconfiança no poder público. Nessas sociedades a lei não é feita para
explorar o cidadão ou como instrumento para corrigir a sociedade, mas para que
ela funcione bem.
Ninguém mais
do que o Zé Carioca personagem inspirada no estereótipo do malandro que com o
seu jeitinho se dá bem nas situações que cria.
A
malandragem é considerada como um recurso de esperteza utilizado por indivíduos
de pouca influência social, porém, não impede de ser utilizada também por
indivíduos bem posicionados socialmente.
A
malandragem é definida como um conjunto de artimanhas utilizadas para se obter
vantagem em determinada situação muitas vezes até ilícitas .Sua execução exige
destreza, carisma, lábia e quaisquer características que permitam a manipulação
de pessoas de forma a conseguir resultados de maneira mais fácil contradizendo
argumentação lógica e a honestidade.
Não existe
uma teoria da malandragem que sustente e justifique esse comportamento típico.
A postura e a atitude do malandro é retratada principalmente pelas artes.
O jeito de
ser e de se vestir dos malandros como estereótipos são diversos como:
Aladim,
vadio e arruaceiro, possuidor de uma lâmpada mágica; Azambuja, típico malandro carioca
interpretado por Chico Anísio; Pedro Malasartes, personagem do folclore
popular, que conta apenas com sua própria malandragem para manipular gente mais
privilegiada e conseguir algum conforto
na vida; Pica-pau, personagem do desenho animado que vive querendo levar
vantagem em tudo; Robin Hood, um fora da lei, que roubava dos ricos para dar
aos pobres, entre outros.
A
malandragem configura-se quando o sujeito abdica e mesmo escarnece de suas
funções e obrigações sociais. O malandro muitas vezes é rotulado como
preguiçoso, vagabundo, inútil...
O
estereótipo da malandragem foi capaz de influenciar não apenas a cultura
brasileira como também a de outros países.

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