domingo, 9 de fevereiro de 2014

O malandro Zé carioca






O autor Roberto da Matta ressalta o jeitinho do brasileiro e a malandragem, de se livrar muitas vezes, de compromissos, de não cumprir normas. Ele cita três exemplos: Estados Unidos, França e Inglaterra, onde as regras são obedecidas ou não existem, porque eles acreditam que burlar regras, estão apenas abrindo caminho para a corrupção burocrática e ampliando a desconfiança no poder público. Nessas sociedades a lei não é feita para explorar o cidadão ou como instrumento para corrigir a sociedade, mas para que ela funcione bem.                         


Ninguém mais do que o Zé Carioca personagem inspirada no estereótipo do malandro que com o seu jeitinho se dá bem nas situações que cria.
A malandragem é considerada como um recurso de esperteza utilizado por indivíduos de pouca influência social, porém, não impede de ser utilizada também por indivíduos bem posicionados socialmente.
A malandragem é definida como um conjunto de artimanhas utilizadas para se obter vantagem em determinada situação muitas vezes até ilícitas .Sua execução exige destreza, carisma, lábia e quaisquer características que permitam a manipulação de pessoas de forma a conseguir resultados de maneira mais fácil contradizendo argumentação lógica e a honestidade.
Não existe uma teoria da malandragem que sustente e justifique esse comportamento típico. A postura e a atitude do malandro é retratada principalmente pelas artes.
O jeito de ser e de se vestir dos malandros como estereótipos são diversos como:
Aladim, vadio e arruaceiro, possuidor de uma lâmpada mágica;  Azambuja, típico malandro carioca interpretado por Chico Anísio; Pedro Malasartes, personagem do folclore popular, que conta apenas com sua própria malandragem para manipular gente mais privilegiada e conseguir  algum conforto na vida; Pica-pau, personagem do desenho animado que vive querendo levar vantagem em tudo; Robin Hood, um fora da lei, que roubava dos ricos para dar aos pobres, entre outros.
A malandragem configura-se quando o sujeito abdica e mesmo escarnece de suas funções e obrigações sociais. O malandro muitas vezes é rotulado como preguiçoso, vagabundo, inútil...
O estereótipo da malandragem foi capaz de influenciar não apenas a cultura brasileira como também a de outros países.


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