domingo, 26 de janeiro de 2014

A mulher negra vista como objeto.

Desde a época do Brasil Colônia, a mulher negra brasileira era vista como objeto de exploração. Naquele período, eram frequentes as situações em que as escravas eram obrigadas a manterem relações sexuais com seus senhores, por entenderem que seus corpos lhes pertenciam, uma vez que estes homens os haviam comprado como uma mera mercadoria e poderiam fazer o que quisessem e por isso praticavam todo tipo de barbárie sexual com essas mulheres, inclusive eram frequentes os casos em que os filhos desses senhores de escravos tinham suas primeiras experiências sexuais com as jovens negras, com total incentivo da figura paterna. As negras eram tratadas como objetos de prazer e por medo de represálias ou mesmo em alguns casos por “conveniência” cediam aos caprichos sexuais de seus “donos”. Na contemporaneidade, mesmo quase dois séculos, após a abolição da escravatura, ainda persiste no imaginário do povo brasileiro a ideia da mulata como objeto sexual, e tal mito é propagado pela mídia que insiste em apresentar a figura da mulher negra ou mulata brasileira de forma pejorativa, apenas evidenciando seus atributos físicos sem levar em consideração as demais qualidades existentes. É possível constatar essas situações através de programas como nos apresentados nas figuras acima, a exemplo do concurso realizado para escolha da Globeleza 2014, em que assim como no período da escravidão, a mulher negra aparece como uma mercadoria sexual a mercê de uma sociedade machista.

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