segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Pensando o Brasil

Eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem,
que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer, não espalha,
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal.
Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central

Chico Buarque de Holanda mostra através dessa musica, uma versão desse malandro brasileiro na atualidade que se encaixa no político que consegue através da malandragem e do jeitinho brasileiro favorecimento pessoal.
Autores como Gilberto Freyre e Sérgio Buarque de Holanda trataram da construção da identidade brasileira em suas obras. No livro Raízes do Brasil de  Sérgio Buarque de Holanda é abordado como se constituiu o mito da brasilidade, para ele a cultura da pessoalidade é que faz com que o público se confunda com o privado, junto com a herança patriarcal e a rural e só através do rompimento dessas relações familiares é que o individuo se tornaria um cidadão. Descreve o conceito de "homem cordial" que não pressupõe  bondade especificamente, mas, comportamento de aparência afetiva externa dominada pelas emoções, tornando esse homem inadequado às relações impessoais que tinha na sociedade europeia, considerada exemplo para ele. 
Influenciado pelas teorias raciais enxerga a sociedade dividida por raças, assim como, a desigualdade entre elas é algo negativo destacando o negro como uma raça inferior.  
Já em Gilberto  Freyre no seu livro Casa Grande e Senzala vai destacar a participação do negro na cultura brasileira com a culinária, a dança, a musica entre outros, colocando o aspeto da miscigenação como algo positivo e substituindo a denominação de raça por cultura.  
por: jane oliveira 

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